É comum, em época de férias, as pessoas estarem mais relaxadas e distraídas, afinal, procuram aproveitar e descansar ao máximo para, quando retornarem às atividades normais, estarem totalmente recuperadas para mais um longo período de trabalho. Aí é que está o grande perigo, já que os marginais, normalmente, estão sempre atrás do alvo mais fácil e esperam por um descuido da vítima.
Para o consultor
Outro perigo constante é a residência, que fica, por dias, fechada e sem movimento. “Não se pode esquecer de desligar a campainha e os telefones, cancelar ou transferir a entrega de jornais, pedir para que um vizinho de confiança apanhe as correspondências, além de não comentar com as pessoas a respeito de sua viagem. Como não existe segurança 100% e a prevenção nunca é demais, também recomendo que objetos de muito valor sejam deixados no cofre de um banco” alerta Migdal.
A liberdade da garotada também aumenta sensivelmente nesta época do ano, já que estão dispensadas das tarefas escolares e ganham mais tempo livre para a diversão. Porém, a violência é um lado negativo esquecido por muitos pais. “Com as crianças longe do colégio, elas passam a freqüentar clubes, casa de colegas ou até mesmo brincar na rua de forma mais constante, o que aumenta o tempo de exposição delas à ação de marginais, principalmente quando os pais trabalham e não podem acompanhá-las com maior proximidade”, explica o consultor. Segundo ele, é preciso dialogar muito com as crianças, estabelecer determinadas regras e exigir que elas cumpram com o combinado. “Também é importante que estejam sempre em grupo e, se possível, que pelo menos um adulto as acompanhe, além disso, é interessante terem um celular à disposição com os números dos pais registrados”, aconselha Migdal.
Outra dica interessante fornecida pelo profissional é que as crianças tenham sempre um apito e saibam que só devem utilizá-lo em emergências, caso estejam perdidas ou sendo seguidas por algum estranho, por exemplo. Também é de grande valia, segundo o consultor, quando as crianças têm de ir a banheiros públicos em Shoppings, parques, bem como outros locais públicos. “A intenção não é de causar nenhum tipo de paranóia ou histeria, mas as pessoas precisam ter consciência de que a situação de violência nos grandes centros urbanos, bem como em cidades de veraneio, é grande e, se desejam ter férias tranqüilas, esse tipo de comportamento será benéfico, pois reduzirá em grande proporção a possibilidade de se tornar uma vítima da ação de bandidos”, finaliza.
Nilton Migdal é formado


